🇧🇷 Meu Cotidiano   
 “Meu cotidiano” é um estudo da cidade. Este trabalho começou como um esforço para capturar minha vida cotidiana em São Francisco. Esses são os contos de muitos lugares e cenas que encontro na cidade. A captura rápida de uma imagem combinada com a dinâmica me fez usar câmeras simples do meu uso diário. Das Polaroids aos Instagrams, escolho fotografar com capturas instantâneas para estudar a cidade, nunca perdendo os momentos. Esta é a minha visão de São Francisco há 10 anos.
Depois de anos fotografando “ My Everyday ”, vejo São Francisco, como a cidade que abracei como minha. Eu amo as cenas vintage que aparecem por toda a cidade, faz com que sinta saudade de uma época em que não vivi. Os carros velhos chamam minha atenção desde que eu era criança, captando traços de minha infância. O corte do tempo passava em objetos e lugares sempre levou minha imaginação a criar imagens da cidade. Tornou-se um projeto em andamento.

Da praticidade à obsessão
Se a ideia inicial era desenvolver uma pesquisa de campo com duração definida (um ano) aos poucos o que era prazo tornou-se secundário, e findou por ampliar seu espectro de interesses. “Um carro que não mais passará por aquela esquina, a moto que amanhã não estará estacionada no mesmo lugar, tudo é motivo. Quando lido com temas que me interessam, planejo mais. Mas não me furto a registrar o acaso. O olhar, na verdade, continua o mesmo”.
Transitando com maestria por equipamentos dos mais variados, Raquel Venâncio enxerga nostalgia até mesmo quando da eleição das máquinas com que vai trabalhar. De Polaroids às câmeras com corpo de plástico, ela não descarta as oportunidades que encontra de ampliar o seu acervo. “Uso o que existe para registrar meu olhar. Se me derem uma latinha com um furo e um filme dentro, eu vou fotografar”.
E que venham as imperfeições. Ela não apaga digitalmente eventuais guimbas de cigarro que podem “poluir” suas cenas, tampouco manipular eventuais reflexos que denunciam os tempos atuais. Esse choque de realidade faz parte da sua linguagem, assim como o enquadramento "contemporâneo", não saudosista ou reverencial.A pesquisa de Raquel Venâncio não é, em hipótese alguma, sobre o controle daquilo que mostra. Seu desejo é, pura e simplesmente, flanar por aí. "

🇺🇸 My Everyday 
“My Everyday” is a study of the city. This work started as an effort to capture my San Francisco everyday life. Those are the tales of many places and scenes that I encounter in the city. The quick capture of an image combined with the dynamic made me use simple cameras of my daily use. From the Polaroids to the Instagrams, I choose to photograph with instant captures to study the city, never loosing the moments. This is my vision of San Francisco 10 years in the making.
After years photographing “My Everyday” I have a closer look of San Francisco, as the city I embraced as mine. I love the vintage scenes that pops all over city, it makes miss a time I didn’t live. The old cars catch my eyes since I was a kid. The felling of the time passed on objects and places always drove my imagination into creating city images. It became an ongoing project. 

From practicality to obsession
"If the initial idea was to develop a field research with a defined duration ( one year ) little by little, what was term became secondary, and ended up expanding its spectrum of interests. “ A car that will no longer pass that corner, the bike that will not be parked in the same place tomorrow, everything is a reason. When I deal with topics that interest me, I plan more. But I don't shy away from recording chance. 
The look, in fact, remains the same ”.
Masterfully passing through the most varied equipment, Raquel Venâncio sees nostalgia even when choosing the machines with which he goes to work. From Polaroids to cameras with a plastic body, she does not rule out the opportunities she finds to expand her collection. “ I use what exists to record my gaze. If you give me a can with a hole and a movie inside, I will shoot ”.

And may imperfections come. It does not digitally erase any cigarette guimbas that can “ pollute ” its scenes, nor does it manipulate any reflexes that denounce current times. This shock of reality is part of his language, as well as the "contemporary", non- nostalgic or reverential framework. Raquel Venâncio's research is not, under any circumstances, about controlling what it shows. His desire is, quite simply, to flank around."




You may also like

Back to Top